22/10/2014

Leite de Aveia Caseiro {Muito melhor que o de compra!}

Tenho a certeza que vos acontece o mesmo, seguir a página ou blogue de alguém e sentir que essa pessoa começa a fazer parte da nossa vida e do nosso dia-a-dia. A rotina de passar por lá para ler o que escreveram é como dizer bom dia a um vizinho. Com a diferença que muitas vezes o fazemos (ou eu faço) em silêncio, sem deixar comentários e me fazer presente. 
Há duas coisas de que gosto muito, cozinhar e manualidades. A paixão pela cozinha é obvia mas sempre adorei costurar. Aprendi a coser na máquina da minha mãe, ainda pequena, para fazer os vestidos das minhas bonecas. Era uma OLIVA velhinha (igual a esta), que nunca me assustou apesar do barulho e da proximidade do vaivém da agulha com os meus dedos.
Por uma coincidência engraçada, andava para fazer leite de aveia há imenso tempo até que um dia destes me lembrei e deixei os flocos de molho antes de ir dormir. Precisamente nessa manhã, chegou o livro tão esperado da Mafalda Pinto Leite. Este foi um dos livros que tive de a certeza que queria, depois de acompanhar a Mafalda há tanto tempo. A sua mudança de alimentação, as sugestões e esclarecimentos que vai partilhando na página de facebook são inspiradoras. Queria tanto o livro da Mafalda como o Mãos à Obra da Constança Cabral, que deve estar mesmo a chegar. Ambos lindos por fora e por dentro e recheados de ideias maravilhosas e inspiradoras. 
Mas hoje falo do da Mafalda enquanto o outro não chega. E depois de o desfolhar e ficar rendida às ilustrações da Rita , fiquei triste e desiludida pois descobri que afinal o açúcar amarelo não é mais que açúcar branco ao qual é adicionado melaço... Vivendo e aprendendo... Muitas vezes cometemos erros por pura ignorância...
Mas vamos à receita de leite de aveia, que é baseada numa das sugestões do livro. Esta receita pode ser feita com qualquer tipo de fruto seco ou semente desde que estejam em estado cru, sem ser torrados, salgados ou adoçados, como amêndoas, avelãs, sementes de girassol, caju, noz, castanha-do-maranhão, etc.
Vai precisar de um coador fino e pano de cozinha, água, adoçante (xarope de ácer, tâmaras, agave cru ou outro) e um aromatizante (vagem de baunilha).

Ingredientes para 1 litro de leite:
1 chávena de flocos de aveia
4 chávenas de água
1 pitada de flor de sal
4 tâmaras
1/2 vagem de baunilha

De véspera (ou durante 4-6 horas), coloque os flocos de aveia a demolhar na água. 
Deite tudo num robot de cozinha ou liquidificador, com os restantes ingredientes e triture durante 1 minuto.
Coe com a ajuda do coador e do pano e guarde num frasco, hermeticamente fechado, no frigorífico, até 4 dias. 
Agite bem antes de consumir. 
Pode consumir simples ou usar para preparar papas de aveia, de chia, sobremesas ou batidos.



21/10/2014

Salmão confitado com crumble de alheira

con.fi.tar [kõfiˈtar
Culinária: cozinhar durante um longo período e a uma temperatura baixa, geralmente na própria gordura (no caso das carnes), em azeite (no caso dos legumes ou peixes) ou em calda de açúcar (no caso de frutas).
Do francês confit, «carne cozida e conservada na própria gordura» +-ar.
O termo confitar surgiu como uma técnica de conservação dos alimentos, na antiguidade, pois as carnes ficavam cobertas na própria gordura evitando assim a sua deterioração. Hoje em dia, este método é usado para proporcionar ou realçar os sabores dos alimentos. O facto de cozer os alimentos em gordura, a baixa temperatura e por uma duração maior não prejudica a cadeia de fibras dos mesmos, conferindo-lhes uma maior maciez e textura. Os alimentos não ganham cor mas ganham sabor.
Não é necessário ter aparelhos específicos para fazer esta técnica, basta ter bons ingredientes, nomeadamente o azeite, uma panela de inox (melhor condutor do calor para que a temperatura seja constante) e um termómetro. A gordura não pode ferver, ou seja, não pode exceder os 100ºC sendo o ideal uns 60-80ºC. Ao ultrapassar esta temperatura, o alimento não coze, frita e o resultado não será o mesmo. 
Em alternativa à cozedura na panela com o termómetro, usei o forno, a uma temperatura de 70ºC.
Neste prato, usei um crumble de alheira que tinha feito para umas experiências com bacalhau e que achámos divinal. Fica um prato festivo, para fugir aos tradicionais. Por ser feito no forno, ainda nos liberta da cozinha para os preparativos de última hora!
Crumble de alheira
Ingredientes:
meia broa de milho amarelo
1 alheira 

Parta a broa para um tabuleiro. 
Retire a pele à alheira, parta-a aos pedaços e junte à broa.
Leve ao forno a 180ºC, durante 15 minutos ou até a broa estar torrada.
Coloque tudo num robot de cozinha e triture. Reserve. 

Salmão confitado
Ingredientes:
4 lombos ou tranches de salmão, sem espinhas e sem pele
azeite q.b. para tapar o salmão
1 ramo de funcho
1 ramo de tomilho
2 dentes de alho
1 limão 
sal q.b.
Coloque o salmão numa travessa e espalhe por cima umas pedras de sal, a raspa e sumo do limão e o funcho cortardo. Esfregue gentilmente no salmão, tape-o com película aderente e leve ao frigorífico durante pelo menos 30 minutos. 
Ligue o forno a 70ºC.
Coloque o azeite a aquecer numa panela e junte o tomilho e os dentes de alho, apenas esmagados mas com a casca. 
Coloque o salmão num pyrex e deite o azeite por cima (que não deve estar a ferver).
Leve o pyrex ao forno durante 30 minutos.

Retire o salmão do azeite e coloque.o num prato. Por cima do salmão, espalhe o crumble de alheira. 
Deite algum azeite da cozedura numa molheira e sirva o salmão com batata e couve cozidas.
 

19/10/2014

Lanches escolares { 20 sugestões variadas e deliciosas}

créditos de imagem: vignettedesign

Não é fácil esta tarefa de variar e conseguir agradar aos mais pequenos mas com alguma imaginação, é possível rechear as lancheiras com coisas saudáveis e saborosas. 
Pode acontecer que o seu filho traga reclamações para casa porque apesar das inúmeras recomendações sobre a obesidade infantil e alimentação saudável, ainda vemos miúdos a levar coisas muito pouco recomendáveis para a escola. E pior, são estes miúdos, que se for preciso, gozam com aqueles que levam um tomate na lancheira. 
Opte por incluir fruta fresca, hortículas, pão fresco variado e iogurtes. De vez em quando, prepare um bolo, bolachas ou queques caseiros para animar a ementa.
Aqui ficam muitas sugestões de lanches saudáveis, variados e deliciosos... E melhor, aprovados por eles!

1. Pão de centeio com ovo cozido + 1 pacote de leite natural + 1 maçã (cortada aos quartos e embrulhada em papel celofane para não oxidar)

2. 1 iogurte + 2 bolachas de lima-limão+ 1 pêra Rocha

3. batido de morango (bata 5 morangos com 200 ml de leite e algumas pedras de gelo, coloque numa garrafa ou copo) + 2 fatias de pão integral com manteiga (corte as fatias de pão com um cortador de bolachas em formatos engraçados)

4. 1 pão de trigo com fiambre de peru + 1 gelatina + 1 banana

5. 1 pão de baguete integral com pasta de atum e alface (para a pasta: triture uma fatia de fiambre, meio ovo cozido e uma colher de chá de iogurte grego) + 1 tomate maduro

6. 2 bolachas de aveia e chocolate + 1 iogurte líquido + 1 maçã (cortada aos quartos e embrulhada em papel celofane para não oxidar)

7. 1 pacote de leite + 1 tacinha de cereais integrais, muesli ou granola + uvas

8. 1 cachorro (1 pão de sementes, 1 fatia de fiambre de peru enrolada em formato de salsicha, 1 folha de alface, 2 fatias de tomate) + 1 sumo de cenoura (2 cenouras + 1/2 laranja) ou este

9. 2 fatias de pão de leite integral com fiambre + 1 laranja cortada aos quartos 

10. 1 fatia de bolo de claras + 1 banana + 1 chá de ervas (prepare de véspera um chá de ervas e limão. Coloque num copo ou garrafa)

11. 1 salada de fruta (corte aos cubos maçã, pera, laranja, morango e mamão. Coloque numa caixinha.) + 1 iogurte grego ligeiro + 2 bolachas horripilantes

12. 1 pão de aveia com queijo flamengo + 1 pacote de leite + 1 pacote de Fruut

13. 1 pão de centeio + 1 queijinho flamengo + 1 kiwi fatiado

14. 1 sandes de ovo mexido com alface + 1 copo de sumo de laranja natural (2 laranjas espremidas + um pouco de água. Colocar numa garrafa ou copo hermético)

15. 1 barrita de cereais + 1 iogurte líquido + 1 pera Rocha

16. 1 queque de espelta + 1 iogurte sólido 

17. 1 ovo cozido + 1 tomate + 2 tostas integrais

18. 1 muffin de cenoura + 1 pacote de leite

19. 2 manhãzitos + 1 banana + 1 iogurte líquido

20. 2 bolachas Maria + 1 iogurte + 1 laranja fatiada

Boa semana!

17/10/2014

Quer dar um empurrão ao seu negócio? Leia este post!

Basta navegar pelas diversas redes sociais para nos apercebermos da quantidade e diversidade de  negócios que por aqui se encontram. Grandes ou pequenos negócios, como um hobbie ou a tempo inteiro, tudo se encontra no facebook, blogues, instagram e afins. 
Falando por mim, que tenho tão pouco tempo para andar às compras, a internet acaba por ser a minha tábua de salvação e é por este meio que compro muita coisa. Que compro e vendo, pois de vez em quando lá chega uma encomenda do Bolo de Chocolate com curd de frutos vermelhos.
Mas como eu, acredito que muitas de vocês (sim, digo muitas porque a maioria dos leitores deste blogue são meninas!), têm muito talento e muita vontade mas muitas  dúvidas em relação a estas coisas do Marketing Digital. A primeira vez que ouvi falar nisto achei que era mais um daqueles termos que nunca iria saber o que significa. Eu é mais tachos e panelas e ainda por cima nem tenho formação nesta área. Sou completamente leiga e tudo o que faço é por intuição ou tentativa erro. 
Para mim, e para vocês que se reveêm nestas palavras, isto é bem capaz de interessar. O Clicksummit é um evento online e gratuito que vai ensinar mais sobre marketing digital. De 20 a 26 de Novembro,  o Clicksummit irá reunir vários nomes importantes do Marketing Digital para palestras online, com o objetivo de ajudar a aumentar a rentabilidade das empresas online.

O evento decorrerá durante 7 dias, em que as palestras serão transmitidas de manhã, à tarde e à noite, através da plataforma online do Clicksummit, dirigindo-se, sobretudo, para uma audiência de países de língua portuguesa, com maior foco em Portugal, Brasil, Angola e Moçambique.
Envolvendo temas associados ao Marketing num ambiente online, as diversas palestras irão abordar novas tendências e metodologias focadas nas 3 forças principais do Marketing Digital: Tráfego, Engagement e as Vendas.

Mais informações e registo no evento em http://www.clicksummit.org.

16/10/2014

Nove pães para celebrar o Dia Mundial do Pão

Hoje assinala-se o Dia Mundial do Pão. 
Adoro pão de todos os sabores e feitios! Adoro acordar de manhã com o cheirinho do pão acabado de fazer e adoro pôr a mão na massa sempre que tenho um bocadinho para isso.
Espreite as minhas sugestões e diga lá qual é a sua preferida!

1. Pão integral feito em casa
2. Twist Roll de maçã e canela
3. Pão de Soda
4. Pão de trigo
5. Pão de centeio com café, quinoa e amendoas
6. Pão centeio com chouriça
7. Pão integral com mel, passas e sementes
8. Pão de aveia e sementes
9. Bolinhas saloias






 


15/10/2014

Este não é apenas mais um Bolo de Claras...


... é simplesmente o melhor bolo de claras que alguma vez comi! E acreditem ou não, não estou a ser exagerada. Depois de o provar, mesmo sem luz para fotografar, sem tempo para food styling, com um pé a caminho do hospital para ir ver a Avó, este foi o registo possível... Garanto-vos que vale a pena apontarem a receita para a próxima vez que ficarem com claras para guardar.
Há uns tempos, uma senhora ofereceu-nos um bolo no hospital que estava simplesmente delicioso. Ups... acabei de assumir que recebi uma oferta no hospital... [I'm in trouble!]
Uma das minhas colegas comentou que lhe fazia lembrar uma receita que tinha no telemóvel. Espreitei mas não fixei, claro, e no domingo, ao dar de caras com um tupperware com quatro claras, lembrei-me que seria a receita ideal. Pois, o problema é que faltava a receita maravilha... Mas lembrei-me que a receita vinha num pacote de açúcar RAR. Pesquisei e encontrei aqui. Adaptei a receita às quatro claras que tinha e substitui o açúcar branco por amarelo. 
Aprovadíssima! Só me faz lembrar os bolos de laranja da Dan Cake, com a vantagem de ser um pouco mais saudável!

Ingredientes:
4 claras
80 g de manteiga sem sal
220 g de açúcar amarelo
270 g de farinha com fermento
150 ml de leite (usei de cabra)
1 c. sopa de óleo (usei de côco)
raspa de 1 laranja grande
1 pitada de sal
1/2 c. chá de fermento

Ligue o forno a 180ºC.
Bata a manteiga com o açúcar até este se desfazer e ficar com um creme macio.
Adicione a farinha, alternando com o leite.
Junte a raspa da laranja e o óleo. 
Bata as claras em castelo com a pitada de sal e adicione cuidadosamente e sem bater, à restante massa.
Leve ao forno, numa forma com buraco untada com manteiga e polvilhada com farinha, durante 40 minutos. 
Faça o teste do palito para confirmar que o bolo está cozido. 
Deixe arrefecer um pouco antes de desenformar.

14/10/2014

Sopa de chuchu e feijão verde {e a felicidade numa tigela}

Post soundtrack ♪ 

É inevitável que as memórias gustativas e visuais da nossa infância nos levem para um lugar onde só há felicidade. Talvez pela inocência desses dias, em que a mente ainda em estado puro, não estava turvada pela maldade de certas realidades. Agora que crescemos, sabe bem regressar a essas memórias. Eu por exemplo, tenho a cozinha cheia de objetos a que muitos chamariam tralhas. Objetos com história, que fizeram parte de mim e da minha infância e que me habituei a ter sempre ali. Trazia-os na memória, uns dias mais que outros, mas como tudo, o que os olhos não vêm o coração não sente. Por isso, acabei por trazer comigo muitos deles que repousam agora na minha cozinha, onde os posso olhar mais vezes e sorrir. 
Esta sopa trás dessas lembrança boas de uma tia que eu tenho em Mafra, onde ía passar férias quando era pequena. Na casa dela havia um muro enorme [na altura parecia-me tão grande que eu achava que tocava no céu], mas de muro via-se muito pouco pois estava sempre coberto por uma trepadeira de onde saiam umas peras esquisitas. A curiosidade passou assim que fui mexer nas peras a primeira vez. Aquelas peras picavam. E muito. Nunca mais lhes mexi e andei a comer peras com muita desconfiança, durante muito tempo. As peras que eu falava, não eram peras, está-se mesmo a ver, eram chuchus. Chuchus que são primos da abóbora, pepino e até do melão. 
Agora dá-me vontade de rir, cada vez que a minha mãe me põe chuchus no cabaz de legumes. Ainda por cima, os dela são branquinhos e cheios de picos como os de Mafra. Felizmente que a minha tia Teresa tem a outra variedade, verde e de pele lisa, sem picos para se espetarem nas mãos. Uma das últimas vezes que trouxe destes, vinha um já a rebentar. Retirei cuidadosamente a polpa, sem tocar no caroço, e enterrei-o num vaso na varanda. Pegou e já tem duas folhas! Cá para mim, vou ter uma trepadeira a produzir chuchus daqui a uns tempos!

Para quem não sabe ou não tem por hábito juntar o chuchu às sopas, saibam que este legume é pobre em energia e rico em água e fibra. Contribui para o bom funcionamento intestinal, para a regulação dos níveis de colestrol e melhora a função cardiovascular. É rico em potássio, contribuindo para a regulação da tensão arterial, equilibrio dos fluidos no corpo e tem um papel importante na contração muscular, evitando as tãos aborrecidas caimbras.
Quando se descasca, deve-se fazê-lo debaixo de água porque liberta uma substância viscosa difícil de retirar das mãos. 
Ingredientes:
2 chuchus
100 g de abóbora
1 cebola média
1 dente de alho
1/2 batata
1 cenoura
1 curgete pequena
1 mão cheia de feijão verde
1 colher de sopa de massa de pevide colorida
1 fio de azeite
sal marinho

Descasque todos os legumes, exceto o feijão verde, e corte-os aos cubos do mesmo tamanho.
Deite os legumes numa panela e cubra-os com água. Tempere com um pouco de sal. Deixe cozer os legumes durante 25 minutos. 
Retire do lume e triture com a varinha mágica. Verifique o tempero.
Leve novamente ao lume e quando levantar fervura, junte o feijão verde cortado e as massinhas. 
Mexa para que as massas não agarrem no fundo e deixe cozer, com a panela destapada, durante 12 minutos. 
Sirva com um fio de azeite por cima.

 


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