21/07/2014

Panquecas integrais

Com a correria da semana passada para conseguir organizar tudo para as férias, acabei por não vos contar um daqueles momentos que me faz ter a certeza que o universo é energia e que todas as nossas ações têm uma reação nem que seja a milhas de nós. Tive uma experiência que me impressionou bastante e nem sequer me passou pela cabeça expô-la aqui mas de seguida aconteceu algo que fez com que vos venha contar. 
Um dia da semana passada, depois de deixar o principezinho na escola, passei pela pastelaria do costume só para tomar um café. Estava já para pagar quando me apercebi que estava um senhor da parte de fora a pedir esmola. O senhor estava bem vestido, lavado, composto e nunca eu pensaria, se me cruzasse com ele na rua, que ele estivesse a passar dificuldades. No entanto, lá estava ele. Na casa dos 65-70 anos, já com um saquinho com pão numa mão e uma caixa para receber as moedas na outra. Quando vi aquilo, depois de pagar o café, peguei nas moedas do troco e quando passei por ele, ofereci-lhas. O senhor, olhou-me nos olhos e agradeceu-me de uma forma tão mas tão sincera que me impressionou imenso. Apenas tive tempo de me virar, pôr os óculos de sol e dirigir-me para o carro enquanto as lágrimas me escorriam pela cara. Aquele senhor podia ser o meu pai, o meu tio, o meu vizinho... De alguma forma aquele senhor pareceu-me tão familiar que tive dificuldades em parar de chorar. O meu peito parecia estar a sufocar-me o coração e as palavras não saíram da minha boca quando liguei ao senhor cá de casa para lhe contar o que se tinha passado. Um silêncio angustiante, uma força inexplicável impediam os meus lábios de deixar sair uma única palavra... Temos tanto e damos valor apenas ao que não temos. Ao nosso lado, alguém a passar fome e nós preocupadas com coisas tão insignificantes. Depois há momentos em que nos apercebemos que a vida não é só sorrisos e que há quem não tenha uma sopa para comer, por vezes muito mais próximo do que imaginamos...
Depois deste episódio que me deu que pensar, recebi a notícia que fui a vencedora do Giveaway do Be Nice, Make a Cake. Nunca ganho nada, nem a feijões, mas alguém me disse "Isso foi a recompensa da tua boa ação!" e então tive que partilhar esta série de coincidências. O prémio foi um kit fantástico, um Xarope de Tomilho-Limão, Sabores Santa Clara, uma Tábua retangular, Gradirripas e um Doseador de Mel também Gradirripas. Tudo isto oferecido pela Drogaria Nova, na rua Alexandre Herculano nº 22 em Abrantes [está aberta todos os dias das 09h30 às 13 horas e das 14h30 às 19 horas, vale a pena visitar!].

Para vos mostrar a tal tábua linda, trago-vos umas panquecas integrais porque isto de estar de férias deixa-me mais tempo para fazer coisas boas mas saudáveis. Para acompanhar as panquecas, fruta boa cheia de cor e sabor. A fruta daqui parece que tem mel. Hoje provei a meloa, que fez juz ao cheiro que deixava na fruteira há um par de dias. Os pêssegos paraguaios são os melhores que alguma vez comi e as framboesas, são bem mais doces que as minhas. Só coisas boas!
Ingredientes:
1 ovo
30 g de manteiga sem sal
130 g de farinha para bolos
130 g de farinha integral
1 pitada de sal
2 colheres de sopa de açúcar moreno ou mascavado
300 ml de leite magro

Deite as farinhas, o açúcar e o sal numa taça.
Noutra taça bata o ovo, o leite e a manteiga. Junte às farinhas mexendo sempre. 
Deite uma concha de massa numa frigideira anti-aderente e deixe cozinhar até formar bolhas na superfície. Vire com a ajuda de uma espátula e deixe cozinhar do outro lado.
Sirva com iogurte grego e fruta fresca. 

18/07/2014

Férias {ou quase}

Quase, falta apenas o quase para sentir a areia nos pés e ver azul em todo o horizonte. O tão esperado e merecido descanso. 
Antes disso, a luta para deixar tudo em ordem antes de partir. De todas as listas que faço antes de ir de férias, esta é a que me está a deixar mais louca este ano [a minha gestão de tempo anda pelas horas da amargura...] Mas é a lista que me deixar ir sem peso na consciência e com a sensação boa de dever cumprido... Manias...
Então a lista [negra] é esta:
- Deixar a casa arrumada
- Mudar os lençóis das camas
- Limpar o frigorífico [para garantir que não fica nada esquecido que se estrague nas férias]
- Não deixar roupa suja
- Deixar sopa e uma refeição pronta a comer no congelador
- Organizar as plantas e pedir a um vizinho para as regar 
- Fazer as compras on-line e pedir para entregar na casa de férias [desde que descobri isto, não perco uma tarde, nem paciência nas filas do hipermercado]

E vocês, têm alguma "mania" especial antes de partir de férias?

14/07/2014

Waffles de pêssego {para começar bem a semana}

O primeiro dia da semana merece um pequeno almoço assim. Fruta fresca, biológica trazida da quinta dos meus pais, tempo para testar uma receita marcada num livro que recebi há imenso tempo e a companhia do meu homem mais pequeno. Perfeito seria se o senhor cá de casa ainda não tivesse saído para trabalhar mas daqui a uma semana posso repetir, já com a família completa e o azul do mar como pano de fundo! 
Esta receita vem no livro da doce Mafalda Rodrigues de Almeida que lançou o Gourmet em Casa com a editora Chiado. Tive o privilégio de receber um autografado de presente e depois de o ler, acabei por marcar várias receitas. A Mafalda é nutricionista e este livro chama-nos à atenção para erros muito comuns como por exemplo colocar os ovos na porta do frigorífico, um local onde a temperatura sofre mais oscilações contribuindo para que estes se estraguem mais depressa. Ao longo dos vários capítulos do livro, também podemos encontrar dicas para planear e fazer a lista de compras, escolher alimentos no mercado assim como algumas sugestões para usar especiarias e ervas aromáticas que muitas vezes acabamos por não usar porque não sabemos como. De uma forma muito leve e simples, a Mafalda deixa também sugestões para preparar uma festa e imensos menus especiais. As receitas são todas muito práticas e simples podendo perfeitamente ser executadas por um principiante mas com pormenores e toques muito interessantes. 
Por estarmos precisamente numa época de fruta, estas waffles foram a minha primeira escolha. Adaptei a receita e usei farinha integral e açúcar amarelo para minimizar os estragos do piquenique de ontem. Uma receita perfeita para repetir muitas e muitas vezes. 

Ingredientes:
1 chávena de farinha integral
3 colheres de sopa de becel pro-activ 
3 ovos
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
1/2 colher de flor de sal
1 colher de chá de fermento para bolos
1,5 dl de leite
2 pêssegos maduros
canela para polvilhar 

Ligue a máquina de fazer waffles.
Numa taça, deite os ovos, o açúcar, a manteiga e o leite. Mexa bem para misturar.
Noutra taça, misture a farinha, o sal e o fermento.
Deite os ingredientes líquidos lentamente por cima dos ingredientes sólidos e vá mexendo sempre com um fouet. 
Por fim, junte os pêssegos cortados aos cubinhos e envolva. 
Coloque meia concha de massa na máquina de fazer waffles, feche e deixe cozer durante 2 ou 3 minutos, até estarem douradas. 
Sirva com fruta fresca, polvilhadas com canela e disfrute de um pequeno almoço saudável e muito saboroso!

13/07/2014

Os exames e os mais pequenos {e eu fui tão feliz!}

(via: kindnessgirl)

O dia amanheceu cinzento, ainda cheguei a pensar que o piquenique que tinhamos programado para hoje iria ser um fiasco mas felizmente as nuvens dissiparam e o céu azul deixou o sol brilhar.
O Choupal  é um dos nossos locais preferidos para fazer piqueniques mas este ano ainda não tínhamos conseguido ir até lá. 
Ontem à noite fiz um brownie de chocolate porque o combinado era partilhar o almoço com todos os participantes. Depois da aventura da manhã em que os pais fizeram aula de ginástica com os filhos (eu A-MEI o trampolim e o senhor cá de casa mostrou ao principezinho que consegue fazer o pino!) este piquenique soube pela vida. A sombra das árvores nem deixava perceber o calor que estava e lembrei-me porque é que este é um dos sítios que mais gosto na cidade. Bastava estar um bocadinho mais cuidado para ser perfeito. 
O principezinho levou duas amigas do coração, mesmo do coração que até as apresentou como irmãs. Uma mais velha e uma mais nova (segundo ele) e como as idades batem certo, houve quem acreditasse. Mas depois do almoço, conversa puxa conversa, férias, notas, e apercebo-me que a mais velha vai para o 4º ano em Setembro. Na minha inocência de mãe de um de 7 anos a caminho do 2º ano, perguntei-lhe se para o ano já iria ter os tais exames, ao que ela me responde de imediato que sim e que já andava a pensar mais nisso do que propriamente nas férias. É normal, pergunto eu aos pais de meninos maiores? 
É mesmo necessário sujeitar os miúdos a tanto stress e tanta pressão? 
São os exames assim tão necessários?  
É por estas e por outras que continuo a dizer que tive uma infância muito mais feliz...
 

11/07/2014

Dá sumos de compra aos seus filhos?

Ontem antes de ir dormir, dei com este vídeo no You Tube e achei que era impossível não partilhar. Não porque o vídeo traga alguma novidade pois todos sabemos que os sumos de compra são carregados de açúcares, corantes e conservantes mas pela forma engraçada, um jogo, como podemos fazer entender às nossas crianças (que saibam ler, claro!) que beber este tipo de sumos é prejudicial à saúde!
Adorei e vou testar já este fim de semana com o sumo preferido do principezinho, o nosso amigo e imbatível Bongo!

10/07/2014

Arroz de galinha para emergências

Sempre gostei de ser organizada porque começo a entrar em stress quando procuro alguma coisa e não encontro. O tempo investido no planeamento e organização de tarefas permite poupar tempo mais tarde mas a verdade é que tenho andado do pior... As rotações de horários de trabalho também me dificultam as coisas e sinto cada vez mais isso. Esta semana, apesar de continuar a não vir aqui tantas vezes, vejo finalmente a luz ao fundo do tunel. As poucas coisas que consigo planear e passar para a agenda lá vão sendo feitas. Talvez porque finalmente começo a relaxar, o miúdo está de férias e as obrigações são menores permitindo-me uma maior flexibilidade. Tenho tido as manhãs para mim, para nós e tenho conseguido estar com ele com tempo e sem correrias. Já sinto uma antecipação das férias em família que estão quase a chegar. Faça sol ou faça chuva, daqui a pouco mais de uma semana rumamos até ao sul, aos dias de preguiça, praia, piscina, passeios e muito descanso! Consegui finalmente criar uma página para as minhas outras coisas, porque já não consigo ter tempo para ir mostrar as novidades às amigas.
Estas manhãs têm rendido para fazer tarefas que andavam a ser adiadas há "séculos". Duas delas, limpar e organizar o congelador e a arca, revelaram que a falta de tempo se reflete principalmente nestes sítios. Consegui juntar 2 sacos de coisas para levar para os animais da quinta, pão e alguns legumes e descobri que felizmente tenho uma mãe que não nos deixa passar fome! Na arca apenas tinha coisas que trago de casa dela, frango, galinha e cabrito. Seria perfeito se ela morasse perto do mar, tenho a certeza que teria também peixinho! Enfim, dado isto, em caso de emergência, as opções não são muitas.
Esta refeição foi um dois em um, usei apenas meia galinha, uma alheira e sobras de arroz. E com isto fiz a travessa de arroz de galinha e uma canja para o jantar. A acompanhar, uma salada de alface crocante que trouxe da aldeia com umas flores de cebolinho que estava a guardar para fazer vinagre e nunca mais arranjei tempo...

Ingredientes:
1/2 galinha caseira
1 alheira do Mónico (que trouxe de Brangança e andava perdida na arca)
sobras de arroz
1 cebola
1 fio de azeite
1 dente de alho
1 folha de louro
1 colher de sopa de tomate triturado
sal e pimenta q.b.

Preparação:
Coza a galinha  na panela de pressão em água temperada com sal, durante 30 minutos.
Desligue e deixe arrefecer ou sair a pressão totalmente.
Num tacho, deite o azeite, a cebola picada, o dente de alho e a folha de louro.
Deixe refogar em lume brando durante 5 minutos.
Junte o tomate, mexa e deixe refogar com o tacho tapado, até a cebola estar macia. Tempere com sal e pimenta.
Desfie a galinha e junte ao refogado, encolvendo tudo bem. Retifique os temperos.

(Se usar arroz branco, junte uma cenoura cortada aos cubinhos ao refogado)

Envolva o arroz no refogado e deite numa travessa de ir ao forno.
Retire a pele da alheira e desfaça-a, espalhando por cima.
Leve ao forno a gratinar a alheira durante 10 minutos.

À água de cozer a galinha juntei massinhas e 2 colheres de sopa de galinha desfiada e fiz uma canja leve que fez as delícias do principezinho!
O que sobrou guardei no congelador, para os dias atribulados em que não me lembro de pensar no jantar antecipadamente! Basta aquecer no forno e fica perfeito!

07/07/2014

Palmiers folhados de tomate seco e queijo de cabra

A minha pergunta de hoje é "Será que o sol vem para ficar?" e nos vai permitir abrir as janelas de casa, sair à rua sem casaco, planear passeios e piqueniques ou ir à praia sem receio? Espero tanto que sim. O sol dá-me aquela energia extra que nenhum café me traz e este ano está em falta! Os meteorologistas dizem que vêm aí 10 dias de sol.  E depois? Chuva novamente?? É que por essa altura vou eu rumo ao sul e espero que a chuva vá pregar para outras paragens! Mas fora o mau agoiro, hoje está sol e vamos pensar nisso como uma verdade absoluta. Hoje vou planear um piquenique para o paóximo domingo, com miúdos a correr, mantas estendidas no chão e muitos petiscos e coisas boas na cesta. Estes palmiers podem ser um desses petiscos porque são deliciosos e agradam a todos (os adultos, claro!). Para os mais pequenos pode ver as sugestões que fiz neste post.
Esta receita é uma das que já ensinei vezes sem conta em workshops de Entradinhas e Fingerfood. É uma receita adaptada da Lorraine Pascale, que vi uma vez num programa e que me deixou logo com vontade de ir para a cozinha. Fiz e adorei!
Desta vez, a receita foi apresentada em Proença-a-Nova e quem assistiu confirmou que é realmente fácil de fazer. A única dificuldade pode estar em encontrar alguns dos ingredientes como a massa folhada fresca que deve ser retangular e eventualmente o tomate seco. Pode usar massa folhada congelada, esticando até obter um retangulo. Neste showcooking usei massa redonda mas a dificuldade em enrolar é maior e o resultado não é o mesmo. As pontas não ficam com massa suficiente e o recheio "foge". A massa folhada do Lidl é a minha preferida. O truque é ter o forno bem quente para que a massa folhe logo e não fique mole.

Ingredientes para 12 aprox.:
1 base de massa folhada fresca retangular (do Lidl ou Continente)
1/2 frasco de tomate seco em óleo
4 ou 5 fatias de queijo de cabra curado
1 haste de alecrim

Estenda a massa folhada, mantendo-a no papel vegetal da embalagem.
Por cima espalhe o queijo cortado aos cubos pequeninos. 
Corte o tomate seco e espalhe por cima do queijo.
Retire as folhas de alecrim da haste e pique-as o mais finamente que conseguir.
Espalhe por cima.
Com a ajuda do papel que vem na massa folhada, enrole até metade.
Vire e enrole a outra parte formando dois rolos.
Feche com o papel vegetal e leve ao frigorífico durante 30 minutos.
Desenrole o papel vegetal e corte fatias de 1 cm de espessura.
Coloque as fatias num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno quente (220ºC) durante 12-15 minutos.
Retire e sirva quentes ou frios num piquenique em boa companhia!
Neste showcooking também partilhei a receita de Tâmaras com bacon recheadas com queijo e de um Brownie de chocolate e cerejas absolutamente divinal.
Boa semana a todos!
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